Dois hectares de mata nativa são desmatados em Arujá

 A assessoria de imprensa da Prefeitura de Arujá afirma que a Prefeitura vai intensificar a fiscalização ambiental próximo ao Parque Maringá, onde, na tarde de terça-feira, 31, fiscais da Secretaria de Meio Ambiente flagraram um desmatamento de mais de dois hectares de Mata Atlântica nativa. O crime, considerado um dos mais graves de que se tem notícia no município, estava sendo praticado nas últimas semanas por operários civis, que tinham como objetivo construir uma casa de grande porte. A Polícia Civil investiga o caso.

 

Foi através de uma denúncia anônima que as equipes souberam do desmatamento, em uma área próxima à estrada Laranja Azeda. Ao chegarem ao local, viram um trator devastando uma área equivalente a um campo de futebol profissional. Em outra clareira já aberta, seis trabalhadores iniciavam a construção de uma grande residência. Eles usavam a madeira das árvores recém-derrubadas como estacas de sustentação da obra. Duas ruas de terra também foram abertas em meio à mata nativa.
 

A operação e a construção foram embargadas no mesmo instante. Os fiscais acionaram as políticas Militar e Ambiental, que apreenderam o trator e o material da construção. O mestre de obras foi detido em flagrante e conduzido à delegacia. Ele indicou um empresário de Guarulhos, como quem ordenou o serviço.

 

O proprietário da área ainda não foi identificado pela Prefeitura. Uma funcionária do acusado esteve no local e garantiu que ele tem documentos que comprovam a propriedade, confirmou a ordem para a construção do imóvel, mas negou a de desmatamento. 

 

Enquanto isso, o proprietário de uma área vizinha apresentava aos fiscais e à imprensa documentos comprovando que o mesmo grupo havia invadido terras de sua propriedade há quatro meses, inclusive desmatando uma parte de área. “Eles se diziam donos da nossa terra. Fomos à Justiça, apresentamos documentos que comprovavam que a área era nossa. Ganhamos a reintegração imediatamente”, explicou o morador.

 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Leonardo Godoy, afirmou que as árvores derrubadas eram nativas, de estádio médio para avançado de regeneração. “Um verdadeiro crime ambiental. Gravíssimo”, indignou-se. Por conta disso, a Prefeitura aplicou uma multa no valor de R$ 8 mil, somada à de R$ 12 mil, aplicada pela Polícia Ambiental.

 

No final do dia, um advogado contratado pelo empresário de Guarulhos pagou a fiança do mestre de obras, calculada em R$ 2,5 mil, e este foi liberado.

 

Fonte: Redação Santa Isabel On-line

 

 

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