ESCOLA Dr. René realiza ação para conscientizar alunos sobre a “gripe A”

Durante toda a segunda-feira, 27, os profissionais que trabalham na E.E. Dr. René de Oliveira Barbosa, localizada no centro da cidade, passaram o dia com máscaras protetoras. À primeira vista a atitude assustou pais e alunos, mas após as explicações da direção da escola tudo se esclareceu e a ação foi elogiada.

A utilização das máscaras foi uma forma estratégica, utilizada pelos profis-sionais, de chamar a atenção de todos para a gravidade da gripe suína, conforme explicou a diretora da escola Inês Ferreira. "Essa foi uma estratégia definida na reunião de professores realizada na última sexta-feira, 24, para chamar a atenção para a gravidade da gripe. Ninguém sabe se a doença passou por aqui, nós tivemos um funcionário gripado, alunos muito gripados, mas ninguém sabe".

A máscara foi usada apenas simbolicamente. "Claro que a máscara não vai proteger em nada. A gente está fazendo isso simbolicamente. Então todos os funcionários, professores, estão usando a máscara para chamar atenção".

Além da máscara, todos os cuidados de higienização estão sendo tomados pelos educadores. "Junto com isso, a escola já está fazendo o papel de desinfetar com álcool em spray, em todas as maçanetas, e lugares onde todo mundo põe a mão, como telefone, caneta, etc".

Informações sobre a transmissão e sintomas da doença também estão sendo distribuídos pela unidade. "Para conscientizar e fazer um trabalho sério a gente também está colocando cartazes nas salas de aula, os professores estão trabalhando esse conteúdo com os alunos. A ideia é chocar e chamar atenção. Orientar os alunos que estão muito gripados para ficarem em casa, para o pai e a mãe observarem. Então atingimos o nosso objetivo".

Ela esclarece que nenhum caso da doença foi registrado no local. "Ninguém está gripado, se tem algum caso a gente desconhece, mas a intenção é que não chegue porque a escola tem ambientes fechados, e com o frio, a preocupação aumenta. E não é só em relação a gripe A (H1N1), mas qualquer resfriado. Por isso a gente está brincando para poder chamar a atenção".

A diretora reafirma que não há conhecimento de casos na escola, mas é importante que algumas precauções sejam obedecidas para evitar riscos. "Se teve caso ou não a gente não sabe, mas a nossa intenção é chamar a atenção porque a coisa é séria. Estamos fazendo os alunos lavarem as mãos mais de uma vez, pedimos para parar de ficar beijando, diminuir o contato, para a gente tentar minimizar pelo menos na escola. Não queremos que a doença chegue aqui. Então estamos fazendo essa brincadeira hoje com a ideia de realmente chocar".

Inês conta que a ação foi realizada apenas nesta segunda-feira. "Acho que algumas pessoas vão ficar mais uns dias com a máscara, mas a ideia central é hoje. Amanhã não pediremos para que os professores e funcionários usem".

A diretora afirma que a ação atingiu seu objetivo. "A gente sabe que a máscara não vai proteger, a máscara é para quem está contaminado e não há ninguém contaminado aqui, mas estamos colocando para poder chamar atenção e todo mundo perguntar, e é assim que estamos conseguindo fazer um trabalho de conscientização".

Ela acredita que a cidade pode ter alguns casos da doença. "Há boatos de casos na cidade e imaginamos que pode haver. Percebemos que o Posto de Saúde não está preparado. Tivemos uma professora muito gripada, que foi ao Posto de Saúde e sequer pediram para ela fazer o exame. Então, percebemos que a cidade pode ter tido sim algum caso da doença pela proximidade com a cidade de São Paulo, aeroporto de Guarulhos, Santa Isabel e Itaquá, que tiveram casos, e pessoas da cidade que muitas vezes trabalham em São Paulo, então a chance de trazer o vírus é muito grande".

Ela ressalta que a ação teve como principal objetivo conscientizar os alunos sobre a importância da prevenção. " Estamos trabalhando com prevenção, com choque mesmo, e tem tido efeito. O que a escola pode fazer, que está ao seu alcance, nós estamos fazendo. Então hoje é para chocar. É uma grande e séria brincadeira".

O professor Adriano Soares de Lima, coordenador pedagógico da escola, destacou a importância do movimento. "Todo mundo está à mercê dessa situação uma vez que a gripe A (H1N1) se alastra por todo o país e se a gente pode prevenir por que não fazê-lo? Nós estamos fazendo da melhor forma possível, de uma forma saudável e descontraída para ir mobilizando, aos poucos, toda a nossa comunidade escolar uma vez que nós temos o interesse que nenhum caso apareça por aqui. Então a prevenção nesse momento é a melhor saída".

Ele comentou sobre a reação dos alunos diante dos profissionais com máscaras. "Alguns acham estranho outros acham super bacana e estão acompanhando com muito humor, com muita descontração".

Para Adriano, é de grande importância que os educadores dêem o exemplo. "Acho que nós somos educadores e tem de começar por nós, o exemplo. Então é uma forma de atingir toda a massa".

Cláudia Regina, mãe de um aluno da escola ficou sabendo da ação e inicialmente ficou bastante chocada. "Minha primeira reação foi ficar assustada e preocupada, mas agora que fiquei sabendo o motivo da utilização das máscaras fico tranquila e acho importante essa ação para conscientizar os alunos sobre a doença", disse.

Fonte: Jornal da Cidade de Arujá

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