H1N1: lições da Argentina
Por que a Gripe H1N1 merece nossa atenção?
Porque ela mata gente saudável!
Hum amigo chegou da Argentina em 15 de junho último e me contou a evolução da gripe desde o início La quem coordenou todo o controle foi o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Na argentina a gripe teve um agravante, estavam no meio de uma campanha política.
O Ministério da Saúde daqui divulgou, no último dia 6, informações importantes sobre a doença.
A principal informação é que o vírus H1N1 não é só perigoso para os denominados grupos de risco, como se acreditava no começo da epidemia, todos correm risco. Das 337 vítimas mortais confirmadas até então, 53% eram pessoas sem nenhuma enfermidade.
Até primeiro de agosto, foram notificados 762.711 casos de enfermidades do tipo influenza na Argentina, sendo que o Ministério da Saúde estima que 93% se trata de gripe A(H1N1). A se confirmar outras 400 mortes, a Argentina se tornará o país com mais mortes pela gripe.
Os Estados Unidos já informaram 356 casos fatais. E, apesar do clima de tranqüilidade que se passa por aqui, conclui-se que a atividade da gripe ainda está alta. Um problema é a demora na comunicação dos casos. E os casos reportados são os que receberam atenção nos postos de saúde.
Por isso a taxa de mortalidade na Argentina, de 0,04%, estão mais altos que a taxa mundial de 0,02%. Durante o pior momento, atingiu-se 60.000 contágios semanais. Foi quando começaram a tomar-se medidas preventivas, como a reprogramação de cirurgias e a convocação de médicos aposentados e estudantes de medicina para reforçar os hospitais.
O contágio começou a diminuir após a suspensão da aula, de licenças médicas para trabalhadores que estão em grupo de risco, e o uso antivirais para o tratamento dos doentes graves. Há um consenso dentro do ministério que o isolamento, principalmente pelo fechamento das escolas, foi essencial. Embora em Buenos Aires se concentrou a maior quantidade de contágios, foi em Santa Fé que apresentou muito mais mortos, quase o triplo que na capital.
Os infectologistas acreditam que isso aconteceu porque os pacientes demoraram em buscar assistência médica.
As informações e o alerta foi mais intenso e eficiente nas regiões metropolitanas do que no interior do país. Até o final de junho, o tempo médio entre a aparição dos sintomas e a consulta médica era de cinco dias. Já em julho, o tempo médio caiu para um dia. Em Santa Fé, a demora ainda era maior. Assim, informar adequadamente a sociedade é muito importante.
No inicio de julho contou o amigo, o Ministério convidou autoridades mexicanas para que se conhecesse a experiência deles. Isso foi importante, por exemplo, para que se abandonasse práticas inúteis como pessoas saudáveis usarem máscara, pior quando se usa a mesma. As máscaras são para os doentes e profissionais da saúde.
O Brasil deveria também convidar autoridades americanas, mexicanas e argentinas e ouvir do que funciona ou não. Mario Eugenio relatou sua viagem e experiência, talvez isso possa esclarecer o que muitos acham não existir.
Jornal Bom dia
Notícias Relacionadas
- 01/07/2011 - Participe da V Conferência Municipal de Saúde
- 16/06/2011 - Provedor da Santa Casa quer explicações sobre AME e UPA
- 15/06/2011 - Ajude na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico
- 13/11/2010 - AMBULANCIA UTI DE SANTA ISABEL QUEBRA POR FALTA DE MANUTENÇÃO
- 19/06/2010 - SANTA CASA VOLTA A ATENDER PACIENTES COM DESCASO.



