irmãos da santa casa elegem mesa provedora provisória

Reuniram-se, nesta terça feira (18), os irmãos remanescentes e remidos  da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel, além de amigos e convidados. Marcada para às vinte horas, a assembléia começou às 21 horas, em segunda chamada.

 

Os irmãos remidos, únicos com direito a voto e o único irmão contribuinte em dia com os cofres da irmandade Ari Lobo, deliberaram que a Assembléia fosse dirigida pelo irmão Mário Barbosa, último provedor em exercício.

 

Mário agradeceu a escolha e em seguida passou a palavra ao Dr. Luis Carlos Corrêa Leite que expôs a situação caótica por que passa a irmandade, afirmando que caso a entidade receba de volta o hospital hoje precisará de suporte financeiro compatível com os gastos atuais, sinalizando que não se furtará a bater às portas do judiciário para receber o que é devido e os alugueis da intervenção se este for o desejo de todos.

 

Segundo o advogado Luis Carlos, o município paga aluguel para todos e deve pagar para a irmandade também, salientando que o uso do prédio vale aproximadamente 60 mil por mês. Em seguida o secretario municipal de saúde - João de Deus - apresentou um balancete com aproximadamente 350 mil de despesas pagas entre impostos e fornecedores. Por volta das 21:30 horas compareceram no local as vereadoras Jesuína e Viviam que questionaram a construção de um novo Pronto Socorro Municipal noticiado pelo secretario da saúde. As vereadoras perguntaram se tal projeto não seria prejudicial para a Santa Casa.

O irmão e ex-provedor Odilon Fernandes afirmou que  isso não atrapalharia em nada a administração do Hospital, pelo contrário, o município estará criando mais uma oportunidade do hospital vender seus serviços, como suporte hospitalar, suporte médico especializado, para Odilon criar um novo Pronto Socorro neste momento é dar um tiro no pé, é criar despesa para a prefeitura, não estão agüentando nem a Santa Casa, o município terá que contratar pessoal e isso estoura a cota dos 54% permitido pela  lei de responsabilidade, novamente vão precisar da Santa Casa ou de uma entidade igual concluiu Odilon.

 

O Dr. Luis Carlos sugeriu ao secretário João de Deus a desapropriação do terreno ao lado da Santa Casa para a construção do pronto socorro, mas deixou bem claro que o preço da desapropriação teria que ser paga de forma justa, pois o imóvel pertence à irmandade que é uma entidade privada.

 

Depois de amplo debate entre os participantes da Assembléia colocou-se uma proposta para formalização de uma mesa diretora provisória por noventa dias, com a finalidade convidar e aceitar novos irmãos, reconvocar os irmãos contribuintes para começarem a pagar novamente os R$ 10 reais de valor simbólico, pois o que interessa mesmo é a participação de todos na irmandade, propor titulo remido para irmãos que prestaram relevantes serviços ao hospital, propor titulo de beneméritos, preparar a transição da devolução do hospital, preparando-se contratos a serem firmados com o município, preparar a situação fiscal para entrada no Pró-Santa Casa 2, etc.

 

Foram eleitos Provedor - Dr. Paulo César Dornellas do Nascimento, Secretario – Dr. Luis Carlos Correa Leite, Tesoureiro - Benedito Ribeiro Machado, Membro da Mesa –Membros do Conselho  Ari Lobo Manoel Freitas Arantes e Izilda Barbosa.

 

Antes de findar os noventa dias a mesa provisória convocará através da imprensa todos os irmãos  para apresentação de chapas a concorrer a próxima mesa diretiva da entidade e conselho deliberativo, por três anos como manda o estatuto.

 

O jornal BOM DIA consultou um especialista e, este concluiu que são verdadeiras as palavras do ex- Provedor Luis Carlos, pois realmente a intervenção veio somente por motivos políticos e não deu certo, tornando-se um sumidouro de dinheiro público, agora será preciso repensar o hospital como um todo e reorganizar a irmandade.

 

Jornal Bom dia - Santa Isabel Online

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