O que a Santa Casa e o município perdem com a intervenção
Os irmãos da Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel no Próximo dia 18 estarão definindo o rumo da instituição, com eleição da nova mesa Administrativa.
A historia começou assim: o município interveio no hospital por não concordar em repassar na época R$ 200 mil reais à mesa administrativa da entidade, passados 3 meses os administradores municipais já tinha injetado no hospital mais de 500 mil reais, dados confirmados pelo balancete financeiro do município, ficou claro para os irmãos, conforme comenta um deles, que as questões eram meramente políticas.
A Mesa Administrativa, comandada pelo ex-provedor Mario Barbosa, diga-se de passagem, acima de qualquer suspeita, era formada por pessoas dispostas a doar seu tempo para a manutenção do Hospital.
De olho na reeleição o prefeito Helio Buscarioli decidiu intervir no hospital, no primeiro momento os novos administradores, sem conhecer nada obtiveram resultados, mas com os vícios da administração publica (empregos desnecessário, compras sem licitação e mal gerenciamento) o Hospital Gabriel Cianflone foi se tornando um peso para a prefeitura isabelense, a “brincadeira” de Buscarioli já custou mais de 3 milhões aos cofres públicos e uma série de problemas no tribunal de contas.
Chegou-se a conclusão que o hospital ficaria melhor na mão da Irmandade. Será? O jornal Bom Dia andou investigando e descobriu que alguns membros da administração da Prefeitura realmente querem uma empresa “OCIP para administrar o Hospital”.
Há suspeitas que haveria repasse de comissão por fora para pessoas da administração, isso apenas são suspeitas a serem apuradas em investigação policial que já foi requerida. Tudo isso acontecendo no único hospital público da cidade e o Pronto Socorro está funcionando precariamente às segundas e terças-feiras, apenas com um médico que atende os procedimentos tanto na Ala Clinica ou na Maternidade, Pediatria, Centro Cirúrgico, enfim em todo o hospital.
Há uma crise causada pelos atuais administradores maiores do nosocômio, enfim a administração pública no hospital, em vez de resolver o problema de saúde se tornou um sorvedouro de dinheiro publico. Com essa situação a Santa Casa está perdendo muitos recursos do Estado, existe no Estado um programa que é um pacote de ajuda financeira às Santas Casas, para diminuir o déficit causado pela falta de reajuste da tabela de procedimentos do Ministério da Saúde. A Secretaria pretende destinar R$ 250 milhões por ano para auxiliar as unidades filantrópicas.
Para participar do programa os hospitais filantrópicos devem ter no mínimo 30 leitos atendendo ao Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir atendimento regional, ou seja, não apenas aos pacientes dos municípios onde estão localizados (pelo menos 20% do atendimento deve ser para outros municípios). Em troca do repasse mensal, o governo do Estado e as Santas Casas fecham contratos de gestão, definindo metas de quantidade e qualidade a serem atingidas pelas entidades, como, por exemplo, a redução do número de cesáreas e controle de infecção hospitalar.
Os administradores desses hospitais também participarão de cursos de gestão oferecidos pela Federação das Santas Casas de Misericórdia de São Paulo e com a Secretaria. O secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, disse que a Santa Casa poderá receber até R$ 150 mil reais se suspender a intervenção, pois com a administração municipal os repasses não poderão ser efetuados pois a lei que instituiu o programa não permite, os recurso seriam da ordem de R$ 1,8 milhões por ano que o Estado repassará para a Santa Casa de Santa Isabel, por meio do programa Pró-Santas Casas.
O Bom Dia consultou um especialista na área para saber da legalidade da intervenção da Prefeitura na unidade, segundo ele é temerária pois estão usando CNPJ e prédios pertencente a Irmandade e isso não poderia acontecer, o município tem que seguir ritos da administração publica e não esta fazendo o uso de imunidades tributarias é perigoso pois somente a instituição poderia ter essa imunidade e concluiu se fosse assim o prefeito poderia intervir em qualquer coisa privada, não é assim: sendo o único hospital eles poderiam intervir somente no prédio e criaria através de lei uma autarquia para gerir o nosocômio, segundo o especialista a opinião está embasada em leis.
Jornal Bom dia
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