Provedor da Santa Casa quer explicações sobre AME e UPA

Na visão do provedor, a mudança dos serviços de saúde para a UPA ameaçará a saúde da população. Novela da AME ainda não terminou.
 
Na última reunião do Conselho Municipal de Saúde, dia 15, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel, Dr. Luís Carlos Corrêa Leite, solicitou informações sobre o funcionamento dos prédios de saúde construídos para atender à população.
 
AME
O primeiro prédio em pauta, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), finalizado em 2009, tinha previsão de iniciar os atendimentos no ano passado. Mas as mudanças de gestão na Secretaria Estadual da Saúde, atrasaram o processo. 
 
Em abril deste ano, o atual secretário estadual Giovanni Guido Cerri comunicou às autoridades municipais que a instalação do AME não aconteceria neste momento, por questões financeiras. Assim, o prefeito Helio Buscarioli decidiu instalar ali o prédio da Prefeitura, já que o edifício foi construído pelo município. 
 
Por outro lado, a Secretaria Estadual ainda afirma que o município ainda irá receber o AME. Enquanto isso, os funcionários da Prefeitura já iniciaram a mudança do paço para o novo prédio. Ou seja, nada foi definido.
 
UPA
Como a Santa Casa abriga o atual Pronto Socorro, Dr. Luís Carlos se disse preocupado com os recursos humanos do hospital. “Ninguém quer trabalhar sabendo que daqui a pouco será demitido. Doze pessoas já pediram as contas, além de médicos”, contou. Por isso, solicitou um cronograma e prazo para a transferência do serviço do Pronto Socorro para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não obteve.
 
O provedor também disse que, com as atuais circunstâncias, não pretende oferecer retaguarda (imprescindível para a abertura da Unidade). “O Governo Federal só repassa pela produção. E como eu vou manter um cirurgião de plantão, a noite inteira, para receber por um ou dois atendimentos? Eles querem receber pelo plantão”, afirmou Dr. Luís Carlos.
 
Em resposta, Romero afirmou que haverá um estudo, após a inauguração da UPA, sobre a demanda ao hospital para então conversar com o provedor uma forma de solucionar o problema. “Não tem como eu dizer que a Santa Casa vai receber um valor, se nem sei quantos pacientes serão encaminhados para lá”, afirmou.
 
Ele afirmou que esse estudo não pode ser realizado antes da inauguração porque a demanda hoje é maior, devido à proximidade com o ambulatório e salas de internação. Para Dr. Luís Carlos, essa distância poderá ser fatal em muitos casos.

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